Balanço Agile Conference 2009
Marcos Sousa | October 4, 2009Para ser sincero este post estava nos meus rascunhos deste o terceiro dia de evento, mas sempre queria escrever algo mais, e acabou mofando aqui nos rascunhos.
O evento foi como eu esperava, sensacional. A começar pela primeira palestra Craftsmanship de Robert Martin, o Uncle Bob, falando sobre habilidades que visam resolver difíceis questões como: qualidade X velocidade e dersordem X foco. Em relação a qualidade de software, ele criticou os desenvolvedores que são bons debuggers. Segundo ele, se um desenvolvedor é um ótimo debugger, é bem provável que a qualidade do código que ele desenvolve não é satisfatória. Se o código está bem escrito e ocorre um problema, é mais fácil encontrar o erro com um simples olhar no código do que ter que depura-lo.
Para fechar o dia fui numa apresentação sobre técnicas para melhorar a qualidade dos diálogos dentro dos times. Foi muito interessante, pois após uma breve introdução falando das diferenças entre diálogo e discussão, foram formados grupos de quatro pessoas para discussão dos pontos abordados e a cada 10 minutos o grupo apresentava as conclusões e novos grupos eram formados.
O segundo dia foi incrível. Iniciou-se com o keynote “I Come to Bury Agile, Not to Praise It” onde foi abordado o estágio atual do qual as práticas ágeis se encontram: ganhando cada vez mais espaço em grandes projetos. Após fui em companhia com o pessoal da Globo.com (Andréia, Evandro Flores, Victor Pantoja, Roberta, Viviane e o Otávio) para a palestra Death by Scrum Meeting de Pete Behrens. Nos divertimos bastante fazendo a parte prática (na foto) no qual foi abordado técnicas de organização dos itens no backlog, na ocasião relacionamos animais por tipo, tamanho, etc. Também foi discutido o timebox e os objetivos e a importância que cada reunião possui dentro do ambiente scrum.
Na parte da tarde, assisti uma excelente apresentação da Mary Poppendieck falando práticas de desenvolvimento de software. Ela disse em sua apresentação que se tornar um expert leva tempo, exige dedicação, não mudar de trabalho com frequência, alocar tempo específico para aprendizado e tempo para inovação, afinal eficiência nem sempre deve ser o objetivo. Ela também apresentou algumas técnicas para contratação de bons profissionais, não muito longe das apresentadas neste post.
Logo após participei da apresentação The Lean Lego Game dos brasileiros Francisco Trindade e Danilo Sato. Através de um ambiente descontraído eles apresentaram conceitos como Waste, Pull, Push, Yatai. Pena que não consegui montar a casa no tempo correto
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Para fechar o dia com chave de ouro, participei do Open Agile Office da ThoughtWorks. Com uma vista exuberante do milenium park, o escritório é muito bem estruturado. Tive a oportunidade de conversar com diversos ThoughtWorkers, conhecer o que eles fazem, algumas ferramentas que eles possuem. A apresentação do Martin Fowler foi impecável.
No terceiro dia, assisti uma apresentação sobre liderança em Agile. Uma apresentação de 180 minutos. No início foi interessante, Bud Phillips através de uma breve apresentação de cada participante abordou aspectos como a relação de liderança, escopo do produto, cultura e estrutura. Dentro destas vertentes é possível levantar aspectos como: oportunidades de mundanças, aspectos blocantes, questionamentos e elementos bem desenvolvidos.
Para fechar o dia, Gerad Mezaros falou de atividades importantes que devem acontecer antes da primeira iteração. Ele disse que em projetos waterfall há o desejo de se planejar até a hora em que o software entrará em desuso e projetos agile iniciam-se antes da hora, em muitos casos sem um planejamento adequado. Segundo ele é preciso ter bom censo para não se gastar muito tempo planejando e nem iniciando o desenvolvimento sem um planejamento mínimo necessário.
A apresentação sobre criação de arquivos mocks do brasileiro Paulo Caroli foi ótima, pessoal interagindo ao longo dos exemplos apresentados, muitos questionamentos. E quem estiver interessado, o Paulo disponibilizou os exemplos no google code: http://code.google.com/p/mocksamples
Diferentemente dos eventos aqui no Brasil geralmente em locais abertos, com expositores ao centro das salas, no Agile conference era local fechado com mais de 20 salas distribuídas em 2 torres com 3 andares cada. Para ser sincero, em alguns momentos me sentia perdido por lá.
O número de brasileiros foi outro fatos que me impressionou. Nos intervalos era difícil não ouvir conversas em português espalhadas. Acredito que havia mais de 50 brasileiros, sempre que conversava com alguma pessoa que falava que era brasileiro, todos comentavam o número e a euforia passada de nós brasileiros.
Valeu a pena todo o meu esforço e meu investimento feitos para ir ao evento. Aprendi muito e sei que posso aplicar diversas idéias que ajudarão no dia-a-dia do meu trabalho.





